ONÉSIMO TEOTÓNIO ALMEIDA
T
enho os jornais no sangue. Comecei a engatinhar nas suas colunas pelos meus dezasseis
anos n O Dever das Lajes do Pico. Ainda na verde idade da barba loura e ténue,
escrevinhei sob pseudónimo no velho jornal Açores (ao tempo, ainda diário) do saudoso
Cícero de Medeiros. Estou a rever-me a entregar na redacção o meu primeiro artigo sobre
(santo Deus!) o evolucionismo. Provocou uma resposta do Daniel de Sá (para os leitores
que lhe desconhecem o nome, aqui fica a sugestão de lhe procurarem algumas obras.
Poderão começar com a Ilha Grande Fechada. Depois agradeçam-me, se fazem o favor.) O
Daniel respondeu com a posição tradicional, mas eximiamente correcto. Eu voltei à carga
procurando afinar pelo mesmo tom. Ficámos amigos desde logo. Até hoje. Continua a ser um
dos mais acutilantes interventores na imprensa dos Açores.
Foi vício apanhado de pequenino e por isso ainda o arrasto. Com a idade que
distraidamente acumulei, qualquer tentativa de cura é utópica. Toda a vida me enxovalhei
pelos jornais. Disperso-me por eles sem distinções. Espalhei-me pela imprensa
comunitária, açoriana e continental. Tenho como espécie de padroeiro o Vitorino
Nemésio das minhas afeições mais chegadas, que nunca se fechou na universidade antes se
deixou corroer pelo bicho de comunicar com o grande público. Se nos lembramos dele mais
pelo seu "Se bem me lembro" na televisão, é por causa da ditadura dessa caixa
imperial, pois no fim de contas o que permaneceu das intervenções dele nos média foram
as suas crónicas na imprensa. Porque impressas. Releiam, quando calhar, as belas páginas
do Jornal do Observador. (Recentemente em Ponta Delgada comprei um pequeno volume onde
Dina Matos Ferreira traça o percurso jornalístico, fio quase unificador de toda a vida
de Nemésio: Vitorino Nemésio - Micromemórias do Jornalismo, 1997).
Estou por isso em excelente companhia. E felizmente hoje, com muitos mais
universitários a intervirem regularmente na imprensa portuguesa, desapareceu o estigma
menosprezador do académico que se baixe a chafurdar em jornais. Na L(USA)lândia, um
exemplo notável de alguém superior a esses preconceitos é o modelar cronista e
Professor Eduardo Mayone Dias, da University of California, Los Angeles, de cuja prosa sou
consumidor assíduo e satisfeito. (O leitor já teve ocasião de se deliciar com as suas
Crónicas das Américas?)
Corto aqui; isto está a ficar monótono para quem vive do outro lado da margem do rio
Atlântico. Rematarei virando o disco:
Hoje os jovens jornalistas portugueses desconhecem o que era a censura com que se
defrontava a minha geração. Seria preciso um serão inteiro para contar histórias de
experiências com a censura. Para manter uma pequena crónica diária no Açores eu já
enviava na mala do correio do "Cedros", que largava o porto de Angra ao domingo
à noite, umas duas ou três a mais para chegar para a semana toda , pois o censor ia
infalivelmente traçar a cruz vermelha sobre umas quantas.
Idêntica experiência voltei a ter mais tarde quando redactor do Notícias de
Setúbal, onde mantive durante semanas num canto do jornal uma coluna intitulada "O
Pedrrinho". O censor, um velho militar (como pareciam ser quase todos), acabou por
proibi-la. E passou a partir daía a cortar tudo por mim assinado, mesmo que não lhe
parecesse ofensivo. Dizem-me que dizia: "É do açoriano. Não vejo onde é que ele
quer chegar, mas sei que isto tem coisa aqui nas entrelinhas!" Como não fui sempre
bom rapaz, enviei-lhe um pequeno trecho de Karl Marx assinado por Carlos Marques. Deixou
passar. De outra vez, retirei uma frase da encíclica Populorum Progressio, de Paulo VI, e
dei Karl Marx como autor. Cortou-a, naturalmente.
Não resisto a contar ainda outra que não tem a ver com a censura, mas com Setúbal e
o estilo felizmente enterrado (estará mesmo?) desses bolorentos anos. No Hotel
Esperança, ali na Avenida Luisa Todi, homenageava-se uma figura pública local. Um
orador-perene-de-serviço fez-lhe o elogio no seu empoladíssimo estilo neo-gongórico
(diria melhor arquigongórico) e teatral. Eu não tinha maneira de conter o riso. Quanto
mais sobre mim caíam os olhares irados dos circunstantes, mais me acossava o risco de
explodir às gargalhadas. Vi-me forçado a deslizar para debaixo da mesa procurando tapar
os ouvidos. Num último relance ainda o captei a fazer um afectadíssimo salamaleque ao
homenageado e à sua consorte: "...porque... Vossa Excelência....(vénia) Sua mulher
(outra vénia) e minha Senhora... (mão ao peito e nova vénia).
Era uma dessas cenas que só video.
-Trechos da conferência proferida em Montreal (9-1-99)
2o. Aniversário do LusoPresse
"LE MARIN" de Pessoa
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B
EM-VINDOS AO MUNDO DO SONHO!
«Por que é que se morre?...»
«Por que é que se morre? Talvez por não se sonhar bastante».
Bem-vindos ao mundo do sonho!
Não podemos passar por cima e não fazer caso de… Fernando Pessoa, O
Marinheiro. Em francês! Quem? Quando? Como? Porquê? Ah!!! Estão curiosos,
pois não?! Et bien, que esperem… Que leiam… e descubram!
LusoPresse - Porquê a escolha duma peça de Fernando Pessoa?
Julie Vincent - É um sonho que existe «il y a belle lurette», desde de
1985. É fascinante e raro ver um autor, um homem que faça falar, de uma
maneira filosófica, o sonho a três personagens femininas. Mas, ainda mais,
é uma peça que nos faz viajar no interior de nós mesmas, permitindo-nos
destacar a vida quotidiana. Parece-me uma particularidade dos portugueses.
Apercebemo-nos, falando com a Isabel, que os portugueses têm uma faculdade
incrível para com o sonho e a poesia. A este nível temos imensa admiração
por vocês porque como actrizes e artistas sonhamos; e de facto somos um
pouco poetas porque de certo modo transmitimos as palavras dos outros. «Ça
nous a tout de suite séduites!»
LP - Conheciam Fernando Pessoa?
JV - Não. Eu só conhecia a peça. Naquela época, a peça não se identificava
com algo que nós conhecíamos. Notei a necessidade de estudar a fundo a
personagem de Fernando Pessoa há dois anos.
Danièle Panneton - Eu não conhecia a peça mas já tinha ouvido falar de
Pessoa. Neste caso foi uma ocasião oportuna para descobrir este autor
português. Aliás, o ano passado tínhamos participado num «atelier», no
teatro Espace Go, dirigido por Julie Vincent e interpretado por Marthe
Turgeon, Isabel dos Santos e eu própria.
LP - Como descobriram a peça de teatro O Marinheiro?
JV - Foi em França, onde participei no Festival d’Avignon. Em 1985,
descobri pela primeira vez esta peça de teatro. Mais tarde encontrei um
livro, de Teresa Lopes, sobre Fernando Pessoa: «Le théâtre de l’être». Mas
a peça inteira encontrei-a na livraria Champigny.
DP - É um dos últimos exemplares. Foi encontrado no mês de Setembro na
Livraria Hèrmes, situada na rue Laurier. É engraçado porque o proprietário
teve que rebuscar o seu «entrepôt» debaixo para cima e de cima para baixo.
Certamente, não é um livro fácil de encontrar!
Isabel dos Santos - Mas também podemos encontrar a obra completa na
Biblioteca Central.
LP - Alguma dificuldade em trabalhar com esta peça?
DP - De facto, é um texto muito curto que cria um certo problema para os
directores de teatro. Uma peça de 50 minutos pode parecer difícil a
programar numa «saison régulière». Não é uma peça fácil porque apesar de
conter uma linguagem simples e simbólica, ela transmite um pensamento
subtil e extremamente poético. É isto que faz a beleza da peça.
LP - Como apareceu a ideia de integrar uma actriz e um pintor portugueses
na criação do projecto teatral?
JV - (…) Fiquei fascinada pelo conceito de saudade típico de Portugal. Nós,
os quebequenses, quando falamos do que é aborrecido, utilizamos o termo
«plate» e assim fechamos a porta ao sonho. O que é muito belo na cultura
portuguesa é esta noção de saudade, de nostalgia, que abre a porta ao sonho
e à poesia. Portanto, sentimos a necessidade de incluir uma actriz
portuguesa, Isabel dos Santos, e um pintor, Miguel Rebelo. Ao longo do
nosso trabalho, o ano passado, tínhamos dificuldade em perceber a obra
porque não éramos portuguesas. Existia uma dimensão que não nos era
perceptível. Era então preciso encontrar portugueses porque estávamos
fechados sobre nós mesmos.
LP - Criaram uma quarta personagem?
JV - Sim. Sentimos dificuldade em compreender a peça porque não estávamos
em contacto com portugueses. Como na dança moderna, há muitas vezes uma
personagem que existe fora da realidade das outras. A partir dessa ideia
criámos a quarta personagem. Uma personagem que representa a consciência e
que existe numa dimensão fora de nós.
LP - Qual foi a contribuição de Miguel Rebelo?
JV - O Miguel é um pintor e na altura em que o encontrei tinha apresentado
uma exposição inspirada numa obra de Fernando Pessoa. Atraído pela terceira
dimensão, encontrou uma maneira original e adequada para criar um ambiente
propício ao sonho.
LP - Ouvimos ultimamente falar muito de Fernando Pessoa, será uma moda?
IS - Fernando Pessoa é muito mais do que uma moda. Até os portugueses
descobriram-no muito mais tarde porque Pessoa quase não publicou obras em
vida. Tabucchi fez um trabalho extraordinário para que Pessoa fosse
conhecido em França e em Itália. Acho que, presentemente, não estamos a
descobrir uma moda ou coisa que se pareça. Pessoa veio para ficar! E como
escritor, ele é parecido com o século XX devido à sua multiplicidade e
diversidade.
JV - Quanto a mim penso que não existe moda nenhuma sem haver «une
demande». Se ouvimos tanto falar de Pessoa e se ele fascinou o ser humano é
porque existe realmente «une demande».
DP - Pessoa ousou aceitar as personalidades que o habitavam e no limite do
equilíbrio mental conseguiu explorá-las para as tornar realidade. Se Pessoa
fosse vivo hoje em dia, seria uma pessoa «folle du virtuel».
IS - Hoje em dia este poeta é compreendido. «On ne s’étonne plus d’avoir
des masques ou des personalités. On a sorti définitivement de l’unicité
qu’était l’individu».
JV - O que se torna extraordinário é que este poeta conseguiu produzir uma
autêntica obra de arte. Ele teve o talento e a audácia de que os seus
heterónimos fossem seres vivos que escreveram e participaram nas suas
obras. Havia dentro dele vozes poéticas múltiplas.
LP - O que é que há de sedutor em Pessoa?
DP - Quando lemos Pessoa, notamos uma fragilidade humana deveras evidente,
uma espécie de mal estar. Por exemplo, quando em fim de vida, Pessoa
pensava na mãe e dizia: «Escrevo para ser amado, e se não for conhecido
enquanto vivo, espero que os homens mais tarde me amarão». Na minha opinião
esta fragilidade é universal e atinge todo o ser humano.
JV - O Marinheiro dá-nos vontade de encontrar a personagem de Fernando
Pessoa. «Aqueles que me leram serão a minha família», dizia ele.
LP - Quantos actores participam na peça?
DV - Somos quatro. As três veleiras (Julie Vincent, Danièle Panneton e
Marthe Turgeon) e a personagem interpretada por Isabel dos Santos, que por
vezes é o reflexo de nós mesmas; por vezes uma projecção do seu imaginário.
Ela é igualmente o eco da língua do poeta.
LP - A comunidade portuguesa está então convidada?…
JV - Claro que sim. Gostaria que tivéssemos muitos espectadores
portugueses. É verdade que a peça é apresentada em francês, mas a Isabel
dos Santos faz várias intervenções em português. O Théâtre D’Au-jourd’hui
está situado em pleno bairro português. Assim, desejaríamos que eles se
sentissem em casa. Queremos que a cultura montrealense seja também a
cultura dos portugueses.
IS - A cultura quebequense interessa-se cada vez mais pela cultura
portuguesa. Não através da propaganda política mas através de factos
artísticos. E isto é concebido a partir dum olhar artístico cheio de
sensibilidade. Ficaria orgulhosa em saber que os portugueses tinham
assistido em grande número à peça...
LP - Qual a principal mensagem desta peça teatral?
JV - É a frase muito curta de Fernando Pessoa que diz o seguinte: «Por que é
que se morre? Talvez por não se sonhar bastante».
Et voilá! Aqui está a entrevista realizada com três das quatro actrizes que
actuam na peça O Marinheiro, «à la montréalaise», de Fernando Pessoa.
Entretanto, não se esqueçam que a peça será apresentada a partir do dia 16
de Abril, terminando a mesma no dia 8 de Maio de 1999; e tem como palco a
sala Jean-Claude Germain, do Théatre d’Aujourd’hui, situada no 3900, rue
St-Denis.
(Reportagem de Ludmila Aguiar e Nélson Faria)
Teatro Português em Montreal
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L
embram-se de "Bonjour, Montréal, Bom Dia?" Se se recordam deste evento, então
devem certamente se lembrar de Isabel Pereira dos Santos. Para aqueles que ainda
não conhecem os artistas da nossa comunidade, a Isabel dos Santos é um desses artistas.
E logo um(a) das (os) melhores! Trata-se, realmente, de uma actriz fascinante,
para além de muito simpática. De resto, ela tem vivido momentos muito importantes
na sua já vasta carreira.
Assim, foi com imenso prazer que nos encontrámos com ela para
uma entrevista. O momento justifica-se. A Isabel está "com mão" em vários projectos.
Mas quem é Isabel Pereira dos Santos? Isabel Pereira dos Santos nasceu
em Faro (Algarve), no final dos anos cinquenta. Aos 17 foi para Lisboa
estudar "Direito", mas logo se apercebeu que de facto aquilo não era o seu
destino. Sem saber muito bem porquê, a Isabel de repente se viu na Escola Superior
de Teatro, do Conservatório Nacional. Foi ali que completou os seus estudos.
Na altura, princípios dos anos oitenta, vivia-se "o paradigma ideológico de que a
Cultura, as Artes deveriam ser acessíveis a todos".
Era, como diz, "o nascimento dum movimento de artistas que enveredavam pela
completa descentralização teatral". Foi nessa altura que Ângela Pinto, José Ananias,
Luís Aguilar e Isabel dos Santos criaram o "Teatro Laboratório". Ela, na altura,
pertencia à direcção artística, ao mesmo tempo que trabalhava como dramaturga e actriz.
Mas no final da mesma década, estamos a falar dos anos oitenta,
a nossa actriz… "comecei a sentir a necessidade de alargar o meu espaço de trabalho (…),
pensando um bocadinho mais na minha carreira. Como, diz, o artista está sempre a
interrogar-se,
"eu também funciono assim em relação à minha actividade profissional, pois questiono-me sempre,
ao mesmo tempo que tento ir cada vez mais longe (…), redefinindo constantemente a direcção que
dou à minha vida", pede, em 1989, uma bolsa de estudo ao Secretariado da Cultura,
resolvendo vir para Montreal tirar o Mestrado em Teatro (Universidade do Quebeque) de forma
a voltar, depois, para Portugal. Mas como na vida nunca se pode prever o futuro antecipadamente, Isabel dos Santos apaixona-se por Michel Brais, seu companheiro, e acaba por se instalar definitivamente em Montreal. Foi um "aterrar" mais difícil do que esperava. Por força da integração? Nem sempre é fácil uma pessoa integrar-se num país estrangeiro. Mas Isabel dos Santos nunca duvidou das suas capacidades. Com o que não contava era que a sua integração não tivesse acontecido tão rapidamente quanto gostaria. "Porque infelizmente o mundo teatral quebequense não aceita facilmente um artista oriundo das etnias. Há uma barreira identitária que
dificulta a integração plena nesse meio".
- …
- Sempre que trabalho em televisão, teatro, raras são as vezes
que não tenha de fazer o papel de estrangeira!… De estrangeira (o) que
está sempre a chegar. Ora eu não estou a chegar. Eu já cheguei!!!
- Quer concretizar?
- Simplesmente que a nossa realidade artística não está representada na
sociedade quebequense. Existem poucos cenários na televisão e no teatro
que reflictam as etnias.
Apesar das dificuldades, Isabel dos Santos sempre conseguiu fazer o que queria,
criando e participando em diversos projectos ao longo da sua carreira. Por exemplo, neste
momento ela está a preparar um espectáculo teatral no Théâtre d’Aujourd’hui,
numa encenação de Julie Vincent e Dannielle Panneton, e que tem por título "Le Marin",
de Fernando Pessoa. Este espectáculo tem a sua estreia prevista para o próximo dia 16 de
Abril, só terminando a sua apresentação quase um mês depois, no dia 8 de Maio. Para além
deste importante projecto, Isabel tem participação já garantida nalguns filmes e telenovelas.
"Sem esquecer o projecto para a comunidade portuguesa".
- Mas que projecto é esse?
- É um projecto que apareceu como necessidade de interrogar o percurso identificativo
do imaginário português relativamente à cultura de acolhimento. Um dos objectivos
deste projecto é criar um espectáculo que compare o testemunho dos contadores de
história e a criação teatral dos actores. Trata-se de interrogar a especificidade
da nossa comunidade relativamente à sua própria integração.
- Um trabalho de Hércules…
- Em termos de processo há a parte de recolha das histórias junto da comunidade, o
trabalho de selecção e de escrita em torno das histórias contadas pelas pessoas e
há, paralelamente, a criação de um grupo de teatro para formar pessoas capazes de
interrogar a realidade (…). Organizaremos um curso de formação de actores (…).
- Esses actores não têm necessidade dum "background" em teatro?
- Não, porque, de toda a maneira, vamos trabalhar com amadores. Cabe-nos dar a
formação, que será da responsabilidade de Michel Brais, que é formador de actores da
École Nationale de Théâtre e da UQAM. Outra pessoa que trabalhará comigo é a Conceição Rosário.
- Os contadores de história serão todos portugueses?
- Não. Também estamos interessados em contactar com quebequenses doutras origens
que tenham histórias sobre os portugueses. Haverá, portanto, um intercâmbio com
pessoas de outras culturas, e até de gerações.
- Quando será apresentado o espectáculo?
- Junho foi o mês escolhido. Contudo, no Outono, seguir-se-á uma série de
noites consagradas aos contadores de história. Porém, gostaríamos de ir mais longe,
pois temos intenções de criar um texto teatral que, depois, resulte num espectáculo
de nível profissional. Mas só para o ano…
Et voilà! Esta a nossa entrevista com Isabel dos Santos, por sinal
muito agradável, realizada num restaurante da comunidade.
(Entrevista conduzida por LUDMILA AGUIAR)

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