I Poema

Sabes?, um outro tempo e outro lugar clamam 

a água, o verde, a sofreguidão do sémen,

a insidiosa curva dos meus braços.

Lanço as sementes à terra úbere,

mergulho as minhas raízes na seiva do vento

e ergo-me sobre o mesmo manto azul que, de ti

a memória me traz.



Como te amo assim, indefinidamente plasmada

no silêncio!