3 TEXTOS À ESCOLHA...

 

Natal, Natal

UM  DESENHO  DO  PAI  NATAL

De estrela em estrela

 

                             ... salve-se, pelo menos, a poesia!

 

Natal, Natal

 

 

Natal, Natal,

são as crianças, seus ais,

são roupas fofas de lã,

suas almas brancas, cristais,

raios de luz da manhã!

 

Natal, Natal,

é o calor do abraço,

derrete o gelo em docura,

aconchego de um regaço

inundado de ternura!

 

Natal, Natal,

ouço passos na calçada,

é a multidão, é o povo,

vai fazer-se história aqui,

vai nascer Jesus de novo.

 

 

12/01/98

 

 

 

 

 

 

 

UM  DESENHO  DO  PAI  NATAL

 

 

Na capa deste postal, vejo o Natal num Homem diferente. Vejo-te no teu périplo de emigrante levando ao ombro um sacão de sonhos e alegrias. Vive uns, veste-te de festa e celebra outros, e distribui alguns por quem os quiser partilhar.

Pastores ou reis todos temos direito a uma estrela; lá longe ela marca pontos e caminhos; se a aquecermos em nosso coração seremos capazes de com ela reflectir alguma da nossa limpidez interior, iluminar rostos e sorrisos, e alegrar as crianças ansiosas que vivem dentro de quem nos rodeia.

Natal poderá ser acreditar no velho de barbas brancas e farda vermelha que distribui alegrias e brinquedos; será acreditar numa criança que cresceu e viveu para transformar este mundo num outro melhor, mas, sobretudo, é acreditar em nos próprios, que assim poderemos igualmente distribuir prendas e sonhos e espalhar algumas “riquezas” por todos quanto anseiam por esse milagre de um mundo diferente e ano novo que poderão passar por nós.

E se não for mais nada, nem velho nem criança, se os homens já não acreditarem muito nem em si próprios, se acaso a isso for obrigado para manter vivo este sonho, que o Natal mude de nome e se passe a chamar Poesia!

 

 

 © João S Martins -  NATAL/99

 

 

De Estrela em Estrela

 

Salto de estrela em estrela,

vou de pedrinha em pedrinha,

quero que seja a mais bela,

esta estrela pequenina.

 

Se ter estrela é ter sorte

na noite escura de breu,

a estrela que me dá norte

é um sonho muito meu.

 

Estrela do meu futuro

dá luz a todo o momento,

estende os braços no escuro

e leva as sombras no vento.

 

Brilhe pouco ou brilhe muito,

qual luz meiga de uma vela,

deixa ver para lá da noite:

é a sorte de uma estrela.

 

A mesma estrela menina,

a mesma sorte que agora

me acompanha e ilumina

sem que a estrela vá embora.

 

Vou para lá do universo

cavalgando a fantasia,

e na hora do regresso

tenho a estrela como guia.